14 Mar 2022 Entrevista Comunidade

“Todos saímos daqui mais conscientes em relação ao que nos rodeia”

4 minutos de leitura

Entrevista a Matilde Gamito

Matilde foi aluna da 1ª edição do Curso para Guias Locais promovido pela Associação Rota Vicentina e partilhou connosco o seu testemunho.

O que te trouxe até ao Curso para Guias Locais da Rota Vicentina?

Foi exatamente o conteúdo que ia ser apresentado no programa do curso em conjunto com o enorme entusiasmo que tenho por aprender mais e principalmente de temas que tanto me interessam, sejam eles a Sustentabilidade, Turismo Responsável, Afetividade no Turismo, Marketing e tantas coisas que senti que me iriam enriquecer tanto como um indivíduo na sociedade, como uma profissional de turismo.
Achei esta iniciativa da Rota Vicentina muito gratificante e senti que era o próximo passo a tomar na minha vida, num momento em que me encontrava a terminar a licenciatura de Turismo. Vi esta oportunidade como mais um semestre recheado com tantos conteúdos importantes por aprender.
O meu objetivo sempre foi sentir-me realizada a fazer aquilo que gosto como sempre fui ensinada e toda esta jornada faz parte desse processo de autodescoberta. O que eu sempre quis foi experimentar coisas novas e aprender ao máximo e com este curso consegui alcançar isso.

Qual o conceito que mais te marcou ao longo desta iniciativa?

Acho que o que mais me marcou ao longo da iniciativa foi perceber com mais clareza e aprender sobre problemas reais que estão a acontecer pelo mundo afora que impactam tão negativamente os seres vivos e como a Resiliência é crucial em todos os tipos de círculos da sociedade para conseguirem superar os tantos e diversos obstáculos que aparecem inevitavelmente no caminho. Ah e claro, não me poderia esquecer da tanta falada teoria do grão de arroz, que me fez perceber a imensidão do impacto que temos no mundo: que se todas as pessoas deixarem no prato 1 grão de arroz, quantas toneladas é que iriam ser desperdiçadas pelo mundo afora? A fome seria um problema solucionado. Esta questão do grão de arroz aplica-se a tudo na vida, é só pensarmos um bocadinho para onde direcioná-la e vamos com certeza fazer a diferença.

Como vês este grupo de guias locais daqui a 5 anos?

De uma coisa tenho a certeza: que todas estas pessoas vão estar de alguma forma a contribuir para vivermos num mundo melhor, seja para lembrar para não sairmos do caminho nas dunas, ou para alertar da proximidade em demasia a que estamos de uma cegonha e por aí fora. Diria que metade estaria a exercer a profissão de guia e outra metade a exercer profissões ligadas a um Turismo Sustentável. Duma coisa tenho a certeza, é que todos saímos daqui mais conscientes em relação ao que nos rodeia, de toda a perspetiva e mais alguma. Não foi ao acaso que nos meteram a ouvir um geólogo e uma bióloga a falarem exatamente da mesma coisa, mas com opiniões distintas. É isso que nos faz estar ainda mais conscientes dos nossos atos, tenhamos a perspetiva que tivermos.

Uma frase que defina o teu percurso pelo Curso para Guias Locais da Rota Vicentina?

O facto de sermos pessoas tão diferentes, mas tão iguais ao mesmo tempo, pois é exatamente por sermos iguais que caminhamos juntos, mas o facto de sermos tão diferentes é que nos permite ter tantas perspetivas para olhar exatamente para a mesma coisa. E isso aplica-se a tudo, impacta individualmente e ao mesmo tempo o mundo em geral.

Durante a Semana ID 2022, a Matilde promove a iniciativa Pão, da tradição ao coração.

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